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Cumulus são nuvens densas, inchadas, de contorno bem delineado, que se formam em ar instável e sobretudo na baixa troposfera, e que surgem em blocos ou glóbulos isolados ou agrupados. Quando crescem verticalmente em pilha até grandes altitudes constituem Cumulonimbus.

 

Podem ser orográficas ou térmicas (convectivas); apresentam precipitação em forma de pancadas. Quando se apresentam fraccionadas (em pedaços) são chamadas fractocumulus (ou Cumulus fractus). A máxima frequência sobre a terra é de dia e sobre a água é à noite.

As Cumulus são constituídas principalmente por gotículas de água, mas em alguns casos podem apresentar cristais de gelo nos topos. Elas podem apresentar diferentes estágios de desenvolvimento vertical; em regiões tropicais, as maiores provocam chuva abundante na forma de pancadas.

 

Originam-se sob o efeito de correntes convectivas, associadas a consideráveis decréscimos de temperatura nas camadas baixas da atmosfera. Elas podem evoluir de Altocumulus, Stratocumulus ou Stratus (o que ocorre frequentemente de manhã sobre os continentes).

As Cumulus normalmente se formam quando o ar quente sobe e atinge um nível de ar frio, onde a umidade do ar se condensa. Isso geralmente acontece por meio de convecção, onde uma parcela de ar é mais quente que o ar circundante. Quando a temperatura do ar atinge o ponto de orvalho, a água condensa-se para formar a nuvem.

 

A temperatura do ar ao nível do solo irá determinar se a precipitação da Cumulus cai como chuva ou neve. A altura em que a nuvem começa a se formar (base da nuvem) depende da quantidade de umidade na parcela de ar que forma a nuvem. Ar mais úmido geralmente resulta em uma nuvem de base mais baixa.

 

Em zonas temperadas, a base das Cumulus geralmente é de até 2400 metros de altitude. Em zonas áridas e montanhosas, a base das nuvens pode ser superior a 6000 metros. As Cumulus são frequentemente precursoras de outros tipos de nuvens, como Cumulonimbus, quando influenciadas por fatores climáticos como a instabilidade, a umidade e os gradientes de temperatura.

Em condições de vento, as nuvens podem formar linhas em paralelo com o vento. Sobre o mar, as Cumulus podem ser encontradas em linhas espaçadas regularmente. Essas linhas criam um padrão de movimento vertical do ar, fazendo com que ele role horizontalmente.


As Cumulus, principalmente as mais desenvolvidas, são muito perigosas para planadores e parapentes. Como as Cumulus maiores possuem uma corrente ascendente muito forte, essa corrente pode levar os pilotos para grandes altitudes, podendo causar o congelamento e até a morte.


Um caso bastante importante foi em 14 de fevereiro de 2007, na Austrália.


Enquanto praticava para uma competição de parapente na Austrália, uma piloto da equipe alemã Ewa Wiśnierska-Cieślewicz foi sugada para dentro de uma nuvem Cumulonimbus que acabava de se formar, subindo a 72 km/h até uma altitude de 9946 m. Ela perdeu a consciência devido ao frio, mas a recuperou após 30 minutos a uma hora, e caiu ainda coberta de gelo depois de 3 horas e meia.


Um piloto de parapente chinês He Zhongpin morreu depois de ser sugado para dentro da mesma Cumulonimbus e ser atingido por um raio em 5900 metros. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte, a 15 km de sua última posição conhecida antes de entrar na nuvem.

 

 
Subtipos:

Fractus: ver Nuvens anexas

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Humilis: as Cumulus humilis (Cumulus de bom tempo) parecem bocados densos de algodão e têm uma base plana (mais escura) e contornos bem definidos que se vão tornando menos definidos à medida que envelhecem e ficam mais erodidas. As partes iluminadas pelo Sol têm uma cor branca brilhante.

 

Formam-se em massas de ar com alguma instabilidade, quando no local da sua formação a umidade é relativamente baixa e a temperatura é relativamente elevada. Surgem muitas vezes em dias com céu limpo, quando o aquecimento desigual da superfície da Terra faz com que bolhas de ar flutuantes ascendam por convecção acima do nível de ponto de orvalho, dando-se a condensação de gotículas.

 

As bases planas das nuvens definem o nível de ponto de orvalho e os seus topos o limite do ar ascendente. O crescimento vertical é pequeno e raramente há precipitação. Elas têm crescimento diurno sobre o continente, desenvolvendo-se até o meio da tarde e decaindo depois; sobre a costa ou sobre o oceano ocorrem frequentemente pela noite. Normalmente não duram mais do que de uns 5 a 40 minutos. Abaixo, fotos de Cumulus humilis. Clique para ampliar.

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Mediocris: são Cumulus de dimensão vertical moderada, um pouco mais desenvolvidas que as Cumulus humilis e cujos cumes apresentam protuberâncias um pouco desenvolvidas. Se estas nuvens estão presentes na parte da manhã ou da tarde, elas mostram uma significativa instabilidade na atmosfera, e às vezes levando a Cumulonimbus no final do dia. Abaixo, fotos de Cumulus mediocris. Clique para ampliar.

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Congestus: são Cumulus com grande desenvolvimento vertical, cujos topos têm bordas protuberantes, indicando fortes ascensões (mas ainda sem exibir franjas e fibras). Elas indicam uma camada úmida mais espessa do que no caso das Cumulus humilis. Sua existência indica camadas profundas de instabilidade e favorecimento por escoamento ciclônico em altitude; pode ter importantes implicações no desenvolvimento de Cumulonimbus.

 

São características de regiões instáveis do ambiente que estão passando por convecção. Elas são muitas vezes caracterizadas por contornos nítidos e grande desenvolvimento vertical. Como as Cumulus congestus são produzidas por fortes correntes de ar ascendente, elas são normalmente mais altas do que largas, e os topos delas podem chegar a 6 km ou mais (nos trópicos).

 

Geralmente as Cumulus congestus são formadas pelo desenvolvimento de Cumulus mediocris, mas elas também possam ser formadas a partir de Altocumulus castellanus ou Stratocumulus castellanus. As Cumulus congestus podem evoluir para Cumulonimbus calvus em condições de instabilidade suficiente. Essa transformação pode ser vista pela presença de um topo com aspecto liso, fibroso ou estriado. Este tipo de nuvem produz precipitação, muitas vezes em abundância.

 

Para uma Cumulus mediocris evoluir para uma Cumulus congestus, é necessário que o ar se torne mais instável e úmido e a convecção aumente (por aquecimento adicional da superfície, por elevação orográfica ou pela chegada de uma frente fria), e daí podem crescer verticalmente ao longo de um dia transformando-se em grandes nuvens isoladas formando montes, cúpulas ou torres com o topo com o aspecto de uma couve-flor (a Cumulus congestus). Se uma Cumulus congestus continuar a crescer verticalmente, transformará-se em uma Cumulonimbus.

 

As Cumulus congestus são levadas pelo vento, e depois desaparecem mais ou menos rapidamente, às vezes produzindo virga (quando as gotículas de água não conseguem mais se sustentar e caem em forma de vírgula, evaporando antes de atingir o solo). Elas são Cumulus no último estágio de desenvolvimento antes da CumulonimbusAbaixo, fotos de Cumulus congestus. Clique para ampliar.

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Radiatus: são Cumulus que apresentam faixas paralelas que, por ilusão de óptica, parecem convergir para um ponto do horizonte ou, quando as faixas atravessam inteiramente o céu, para dois pontos opostos do horizonte, chamados "pontos de radiação". Abaixo, fotos de Cumulus radiatus. Clique para ampliar.

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Velum: ver Nuvens anexas

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Virga: é quando as gotículas de água não conseguem mais se sustentar e caem em forma de vírgula, evaporando antes de atingir o solo. Abaixo, fotos de Cumulus virga. Clique para ampliar.

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Praecipitatio: é quando a precipitação que algumas Cumulus produzem atinge a superfície terrestre. Abaixo, fotos de Cumulus congestus praecipitatio. Clique para ampliar.

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Fontes:

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cumulus

http://www.fisica.ufc.br/lfnm/html/nuvens.html

http://www.master.iag.usp.br/ensino/Sinotica/AULA05/AULA05.HTML

http://en.wikipedia.org/wiki/Cumulus_cloud

http://en.wikipedia.org/wiki/Towering_cumulus_cloud

http://www.srh.noaa.gov/srh/jetstream/synoptic/l2.htm
http://oceanservice.noaa.gov/education/yos/resource/JetStream/synoptic/clouds_max.htm
http://www.skyfly.cz/zajimavo_e/ewa05_e.htm
http://www.news.com.au/heraldsun/story/0,21985,21239133-661,00.html
http://www.smh.com.au/news/national/dead-luck-ewas-flight-of-fury/2007/02/16/1171405421626.html
http://www.cbsnews.com/stories/2007/02/16/world/main2486010.shtml
http://www.dhv.de/typo/Pressemitteilung_16_.4296.0.html
http://www.smh.com.au/news/national/lightning-killed-paraglider/2007/02/20/1171733745020.html

Wendy Lewis (2007). See Australia and Die. New Holland. ISBN 978-1-74110-583-4

Richard H. Johnson, Thomas M. Rickenbach, Steven A. Rutledge, Paul E. Ciesielski, and Wayne H. Schubert. "Trimodal Characteristics of Tropical Convection". Journal of Climate (American Meteorological Society).

 

 

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